terça-feira, 27 de maio de 2008

Ontem eu fui refém, refém de mim mesma, mesmo sabendo que há 5 minutos atrás eu era a parte de mim que sempre fui e quem estava no comando. Até me tornar boneca da outra própria parte de mim que teima em me tirar o chão e derrubar as paredes, teima em me fazer se sentir um astronauta, tendo que ter 10 vezes o peso que já tenho e não agrada. De repente tem uma bola de chumbo amarrada ao meu pé, ou acima do meu pescoço, porque pesa.

Até dormir, acordar e perceber que sonhei muito tarde. Como sempre acontece na hora em que tudo estava dando certo a única coisa que consegui escutar era um choro alto. Estava tudo do mesmo jeito, mas a parte de mim que me guia hoje, já não é a que ontem me fez refém. E na verdade, nem ontem nem hoje, sou quem fui. Eu era duas, mas nem um pouco preta e colorida como hoje.

"Apartada do mundo, a consciência elabora sua vingança."

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A primeira das lembranças mais antigas é de pedir que o tempo parasse por apenas dois minutos. A última, não tenho certeza, mas parece ter sido de alguém. Agora, do que me lembro não gostaria de lembrar, embora tenha me trazido de volta um pouco de euforia. Como se tivesse reencontrado algo muito bom e ao mesmo tempo nem tanto.

A volta, é esse o motivo. Pode não parecer, encoberto por todas as coisas que sempre prefiro esconder, mas é o início do que resolvi ser eterno, aquele eterno que acaba, mas sempre pareceu ser eterno.

Prefiro achar que estou me sentindo bem. Prefiro não pensar no que acham. Prefiro ser assim, desse jeito faminto, ambicioso, sôfrego, astucioso. E todas as outras coisas que costumam dizer, e mesmo quando são ruins são muito boas.

É o começo de um novo fim.